11 Sep, 2013

Na sessão regular desta quarta-feira (12), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam os negócios com leve alta. Os vencimentos mais negociados subiram entre 2,25 e 3,50 pontos e o contrato novembro, referência para a safra norte-americana, fechou o dia valendo US$ 13,58 por bushel. A pouca movimentação do mercado é justificada pela espera dos investidores pelos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira (12) para oferta e demanda. Aguardando os dados, o mercado se manteve mais na defensiva, atuando pouco no pregão desta quarta. Os analistas de mercado acreditam que o departamento norte-americano traga uma redução em suas estimativas para a safra 2013, além de estoques e produtividade menores. A baixa seria em função da seca que já dura mais de um mês nos EUA, em um período bastante crítico para a soja, do enchimento de grãos, onde a presença de água é fundamental. A agência internacional Bloomberg fez um levantamento com analistas e especialistas e as expectativas são de que a safra totalize cerca de 85,13 milhões de toneladas. O volume é 3,7% menor do que o divulgado no boletim anterior. "O USDA normalmente é conservador nesse relatório de setembro, em que a safra está andando e não está definida, mas tudo indica que o boletim vem com uma redução de safra", diz Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting. Para Flávio França, consultor em agronegócio da Safras & Mercado, as expectativas para a produção têm variado bastante e, em alguns casos, chegam a 86 milhões de toneladas. Porém, as variações vão de 81 a 88 milhões de toneladas. Por isso, a expectativa do mercado é grande para essas informações, pois serão elas as responsáveis para que o mercado defina melhor suas direções. "Se o USDA apresentar um número abaixo de 86 milhões de toneladas, os preços terão um viés altista, caso contrário, se a previsão for acima de 86 milhões de toneladas, as cotações serão baixistas. No entanto, não é comum que o Departamento seja muito ousado nas suas revisões, com isso, a princípio, o mercado acredita que o USDA fará uma redução na safra, mas não muito grande e, posteriormente, faça outro corte no relatório de outubro”, disse França. Fonte: Notícias Agrícolas