Foi divulgado o mais novo balanço de importações e exportações da economia brasileira, trazemos hoje o comportamento do mês de maio nas importações de trigo, importante parâmetro da atividade de moagem e da oferta de matéria prima nacional. No mês de maio, o mercado brasileiro importou 523,438 mil toneladas de trigo, mesmo em um ano de preços externos apreciados, este valor foi superior às 402,042 mil toneladas no mesmo mês do ano passado. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, foram trazidas para o nosso país 2,557 milhões de toneladas volume 7,22% menor do que no mesmo período do ano anterior. Ou seja, maio foi um mês de intensa importação, em um ano em que até então se mostrava volumes de importação menores, função da boa safra colhida e dos altos preços internacionais Afinal o que ocorreu em maio, fazendo com que houvesse maior procura por trigo importado?? Observando-se a divisão de volumes de produto estrangeiro trazido por cada estado, observam-se que os aumentos mais significativos se deram nos Estados do Sudeste e no Rio Grande do Sul, estados estes afetados pela retirada do crédito presumido do trigo paranaense e no caso do mercado gaúcho, pela intensa exportação de produto para o exterior, cabendo sempre lembrar, ocorrida com o auxílio dos leilões de PEP do governo federal. O Estado do Ceará, que recentemente sinalizou aumentos de 10%, uma função dos altos preços do trigo argentino, no mês de maio trouxe 20,784 mil toneladas de trigo, em sua totalidade oriundos da Argentina, denotando assim uma redução em comparação com maio do ano passado da ordem de 40%. O Estado de Minas Gerais, que também vinha sendo afetado pelo “aumento de custo” da oferta de trigo paranaense, importou 17,336 mil toneladas em maio/2011 contra 11,0 mil toneladas de maio/2010 (+57,6%). O Estado de São Paulo também apresentou grande variação anual, trazendo somente no mês de maio/2011 137,9 mil toneladas, 54,5% a mais do que no mesmo mês do ano anterior. O Estado do Rio Grande do Sul, trouxe para dentro de suas fronteiras 69,1 mil toneladas, quase o dobro das 39,7 mil toneladas de maio/2010. Só para se ter idéia, o Paraná que também exportou bom volume ao exterior, porém com uma produção maior e um consumo e demanda interna mais significativa trouxe do exterior 14,987 mil toneladas neste mês, o que também significa que a moagem no estado foi menos significativa, uma vez que há demandas específicas que a oferta nacional não supre. No ano anterior no mesmo período do ano, o mercado paranaense havia importado 41,32 mil toneladas denotando assim uma redução comparativa de 63%. Com relação à origem, no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a Argentina continua disparada como principal fornecedor nacional com um volume enviado de 1,907 milhões de toneladas ou 74,6% do total importado, seguido pelo Uruguai que apresentou 476 mil toneladas exportadas para o Brasil, equivalentes a 18,61%; o Paraguai vem na terceira colocação com 144 mil toneladas ou 5,63% do total importado pelo nosso país, os Estados Unidos devido aos altos preços, não embarcaram volumes neste ano e o trigo canadense contribuiu com 1%, equivalente a 28 mil toneladas, que caberiam hipoteticamente em um só navio. Esta redução de apenas 7,2% no total importado, em um ano com aumento de 17% na produção nacional, mais o volume importado de farinha que falaremos nos próximos dias fazem com que a oferta de farinhas nacionais tenha um acréscimo de oferta neste ano, fazendo com que os preços e margens de negócios tenha se estreitado substancialmente em um quadro de custo de matéria prima mais elevada, sobretudo no mercado internacional como temos visto atualmente. Fonte: AF News
