20 Jul, 2026

O mercado da soja encerrou a sexta-feira com alta em Chicago, sustentado pela demanda externa, pela valorização do óleo e pelo avanço do petróleo. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de agosto subiu 0,79%, para US$ 12,0450 por bushel, enquanto setembro avançou 0,70%, a US$ 11,9350.

O óleo de soja para agosto ganhou 3,29%, a 74,81 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o farelo caiu 0,84%, para US$ 320,20 por tonelada curta. O movimento recebeu apoio de grandes vendas confirmadas pelo USDA, com 340 mil toneladas destinadas à China, 256,6 mil ao México e 110 mil toneladas para destinos não revelados, todas da safra 2026/27. As previsões de pouca chuva no Cinturão Agrícola dos Estados Unidos também deram suporte, em um cenário no qual 18% da área de soja enfrenta seca.

No Brasil, os preços seguiram firmes em parte das regiões, mas a comercialização permaneceu seletiva. No Rio Grande do Sul, o porto de Rio Grande chegou a R$ 141 por saca, enquanto o interior variou entre R$ 135 e R$ 136. A limitação de espaço nos silos aumentou com o avanço do trigo e da canola, ao mesmo tempo em que os fretes continuaram elevados.

Em Santa Catarina, os negócios ficaram lentos e a falta de armazenagem própria limitou a retenção por produtores familiares. No Paraná, Paranaguá manteve R$ 141 por saca, mas a disputa por espaço com o milho safrinha aumentou a pressão sobre os estoques. Em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilaram entre R$ 122,50 e R$ 126, com vendas restritas a lotes estratégicos. Já em Mato Grosso, os preços ficaram entre R$ 117 e R$ 122, sustentados pela demanda das indústrias, embora o recorde do milho intensifique o gargalo de armazenagem e mantenha os fretes em níveis altos.

FONTE: AGROLINK