O excesso de umidade continua dificultando o plantio da soja em diferentes regiões do Brasil, enquanto o mercado físico apresenta negociações limitadas e produtores avaliam as condições de comercialização. Segundo a TF Agroeconômica, as chuvas, os custos logísticos e a distância entre as ofertas de compradores e vendedores influenciam as atividades nas principais regiões produtoras.
No Rio Grande do Sul, a umidade restringe a entrada de máquinas nas lavouras. Na região de Santa Rosa, apenas 6% da área prevista foi semeada, conforme a Emater/RS-Ascar. A situação também exige atenção em Uruguaiana, onde a cheia do rio Uruguai ameaça áreas inundáveis e acessos rurais. Em Passo Fundo, a soja foi cotada a R$ 146,50 por saca.
Em Santa Catarina, a referência de Abelardo Luz ficou em R$ 149,00 por saca. Além das dificuldades para conciliar plantio e carregamentos, a previsão de ventos fortes no litoral exige atenção ao transporte de cargas destinadas à região.
No Paraná, a semeadura alcançou 39% da área projetada, mesmo percentual registrado no período correspondente da safra anterior. As chuvas dificultam a continuidade dos trabalhos, mas o calendário permanece dentro do esperado. Paranaguá apresentou cotação de R$ 155,00 por saca, enquanto Cascavel registrou R$ 144,00 e Ponta Grossa, R$ 148,00.
Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande e Chapadão do Sul registraram R$ 137,00 por saca. A expectativa de estabilização do tempo pode favorecer a retomada das operações, dependendo das condições do solo.
Já em Mato Grosso, o plantio avançou para 51,86% da área, crescimento semanal de 18,58 pontos percentuais, segundo o Imea. O Médio-Norte lidera com 69,32%, seguido pelo Oeste, com 61,58%. No mercado físico, as cotações variaram de R$ 135,70 em Sorriso a R$ 142,30 em Rondonópolis.
Apesar do avanço da semeadura em algumas regiões, o excesso de umidade e a necessidade de equilibrar custos, prazos e preços continuam condicionando as decisões dos produtores.
FONTE: AGROLINK
