As especulações quanto ao futuro da economia mundial ante uma iminente recessão continuam a pressionar para baixo os futuros das commodities agrícolas nesta sexta-feira em Chicago. Ontem, a oleaginosa atingiu o pior patamar nos últimos seis meses na CBOT e hoje, seus principais contratos fecharam abaixo dos US$13 por bushel, com recuo superior a 20 pontos. Nem mesmo notícias sobre a venda de 180 mil toneladas de soja dos EUA para a China deram suporte ao futuros do grão. Os contratos do milho encerraram a sessão com menores perdas, perdendo 6,5 pontos no contrato maio/12. Ontem, os futuros do grão computaram baixas acima dos 35 pontos. Já o trigo, consegue recuperar o fôlego durante o pregão eletrônico, fechando com 3 pontos de alta no vencimento setembro/12. O complexo de grãos também trabalhou durante toda a quinta-feira sob forte pressão do cenário macroeconômico com investidores aumentando a aversão ao risco e fugindo para ativos mais seguros, como o dólar, que fechou esta quinta-feira a R$1,89. O mercado financeiro também operou sob impacto do anúncio do Fed (Banco Central dos EUA) de manter a taxa básica de juros entre zero e 0,25% ao ano e comprar US$ 400 bilhões em títulos do tesouro americano até junho de 2012, medida que não foi vista de forma positiva pelo mercado, que esperava medidas mais firmes do órgão americano. Exportações nos EUA O USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) divulgou nesta quinta-feira números sobre as exportações de grãos no país até o dia 15 de setembro. De acordo com o relatório, o volume embarcado de soja somou 404,4 mil toneladas no período. A expectativa inicial ia de 200 a 800 mil toneladas. Para o milho, o volume também ficou dentro das estimativas que iam de 400 a 900 mil toneladas. O grão registrou 598,10 mil toneladas exportadas para o ano comercial 2011/12. Já para o trigo, as vendas líquidas norte-americanas ficaram em 679.500 toneladas na semana encerrada em 15 de setembro, contra 413.500 toneladas na semana anterior. Chamada para Abertura na Bolsa de Chicago Soja: baixas de 15 a 20 pontos Milho: baixas de 4 a 6 pontos Trigo: estável a altas de 2 pontos Fonte: Notícias Agrícolas // Ana Paula Pereira
