01 Nov, 2013

O mercado internacional de soja opera de lado nesta sexta-feira (1) na Bolsa de Chicago. Os investidores operam com informações nas duas pontas do mercado, porém, os fundamentos permanecem os mesmos e positivos. Entretanto, o mercado passa por uma movimentação pouco significativa do mercado, típica do último pregão da semana. Por volta de 12h30 (horário de Brasília), os primeiros vencimentos operavam no vermelho, e o março e o maio/14, referências para a safra brasileira, tentavam se manter do lado positivo da tabela, porém, as oscilações eram pouco expressivas em todas as posições. Os investidores procuram se manter na defensiva frente à proximidade do final de semana e da espera por informações importantes, como o relatório de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga no dia 8 e também os números de acompanhamento da safra norte-americana que chegam na próxima segunda-feira (4). Ao mesmo tempo, o mercado segue observando o desenvolvimento do mercado financeiro e da macroeconomia, bem como o andamento do plantio na América do Sul e as condições climáticas locais. Porém, os olhos do mercado também estão voltados para a demanda extremamente aquecida que se mantém, principalmente por parte da China, pelos produtos norte-americanos - soja em grão, farelo e óleo. Nesta sexta, o USDA anunciou a venda de 115 mil toneladas de soja para a China e mais 33 mil toneladas de óleo para destinos desconhecidos, confirmando essa intensa procura do mercado internacional. Além disso, ontem o departamento norte-americano informou ainda que as exportações de soja acumuladas nas semanas que terminaram em 10, 17 e 24 de outubro somaram mais de 4,7 milhões de toneladas. Por outro lado, de acordo com informações da Agrinvest Commodities, o mercado do farelo acaba por tirar um pouco da força do complexo soja. Apesar de também contar com baixos estoques, demanda aquecida e preços historicamente altos, os dados de vendas e embarques semanais trazidos pelo USDA ficaram dentro do esperado pelo mercado, acionando algumas ordens de vendas por parte dos fundos de investimento. “O farelo vem sendo pressionado desde o último dia 25, acumulando uma queda de 4% desde então, em função da expectativa de aumento de produção nos EUA e queda dos basis na América do Sul, aumentando a competição nas origens”, informou a empresa. Já no mercado do óleo, o movimento é contrário ao do farelo e os fundos saem de suas posições vendidas acreditam em um aumento dos preços mais adiante. “Isso acontece com uma aposta na queda do oil share – participação do óleo na remuneração da margem de esmagamento), o qual possui fundamentos de curto prazo mais sólidos”, segundo análise da Agrinvest. Dessa forma, “o efeito imediato é a queda na margem de esmagamento que recuou de 85 cents/bushel na segunda-feira para 66 cents hoje. A queda na margem inibe a demanda das esmagadoras por soja”, completa. Fonte: Notícias Agrícolas