07 Mar, 2013

Na manhã desta quinta-feira (07) os preços futuros da soja operam de lado na Bolsa de Chicago. Por volta das 10h12 (horário de Brasília) os primeiros contratos exibem pequenas altas, pouco expressivas, enquanto o vencimento agosto/13 registra dois pontos de queda. Na sessão anterior, as cotações fecharam em campo misto. O diretor da CentroGrãos, João Birkhan, destaca que os investidores buscam um melhor posicionamento frente ao relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado amanhã (08). A expectativa do mercado internacional é que o órgão reduza os números dos estoques finais de soja nos EUA. Com o apagão logístico no Brasil, a oferta brasileira não consegue chegar com a velocidade necessária para atender a demanda mundial. “Em muitas regiões o valor do frete passou de R$ 200 para R$ 300, as filas de caminhões nos portos ultrapassam os 20 km, e os navios estão esperando há mais de 60 dias para carregar. A situação é muito grave”, explica o diretor. E a tendência é que esse quadro se agrave, caso o Brasil consiga produzir uma grande safrinha de milho que gere um excedente exportável, segundo acredita o diretor. “O milho ainda pode perder o valor no mercado interno, devido a esse problema de escoamento da safra”, diz. Diante desse cenário, muitos países importadores, principalmente a China, têm preferido buscar soja em destinos com entrega mais rápida, como é caso dos Estados Unidos. E mesmo com os baixos estoques do país, as exportações do grão norte-americano permanecem em ritmo acelerado. Além disso, o diretor sinaliza que os números da safra sulamericana não exercem mais tanta influência nos preços futuros, já que, o mercado de commodities agrícolas observa no momento a ineficiente logística brasileira. Ainda na manhã desta quinta-feira, a Conab (Companhia Nacional do Abastecimento) divulgou o sexto levantamento de safra, indicando que a produção de soja no país deve alcançar 82,06 milhões de toneladas. “Acredito que o número deve ser bem próximo desse, a quebra na produção talvez seja maior, em função das adversidades climáticas. Porém, os números não devem ser tão diferentes dos divulgados hoje”, relata Birkhan. Fonte: Notícias Agrícolas