08 Apr, 2014

Quebra na safra 2014 poderá ser de 14% Em um estudo realizado a pedido do Conselho Nacional de Café (CNC) para apurar os danos e as perdas provocadas pela seca e pelo calor neste ano no cinturão produtor no país, a Fundação Procafé estimou que a safra brasileira do grão deste ano (2014/15) terá uma quebra de 14% em relação ao volume projetado no primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - de 46,5 milhões a 50,1 milhões de sacas. Assim, a produção deverá recuar para um intervalo entre 40,09 milhões e 43,30 milhões de sacas. As perdas variam conforme regiões e condições das lavouras. No sul e no oeste de Minas, as perdas médias são estimadas em 30% - entre 4 milhões e 4,2 milhões de sacas a menos. Na Zona da Mata de Minas, chegam a 19,2% (1,014 milhão de sacas). Os pesquisadores da Fundação Procafé explicam que o efeito da seca e das altas temperaturas foram mais acentuados nos cafezais com menor nível tecnológico, nos quais o produtor utilizou poucos insumos, principalmente os fertilizantes, devido aos preços baixos do mercado antes da estiagem. A situação climática considerada inusitada provocou o "chochamento" dos grãos (quando eles ficam ocos) e a redução de tamanho e peso dos frutos. Para 2015, a expectativa inicial, com o reflexo residual da seca e em função da observação dos ciclos produtivos das distintas regiões, espera-se que o Brasil colha de 38,7 milhões a 43,6 milhões de sacas, um nível considerado baixo. Os pesquisadores da Fundação Procafé também informaram que, em março, algumas áreas ainda não haviam voltado ao regime pluviométrico normal. Por Carine Ferreira Fonte: Valor Econômico