06 Nov, 2026

O preço do milho subiu no Rio Grande do Sul em meio a um mercado de poucos negócios. Segundo a TF Agroeconômica, a média semanal apurada pela Emater avançou 0,53%, de R$ 62,50 para R$ 62,83 por saca, com cotações entre R$ 60 e R$ 70 no estado.

Na safra 2026/27, a semeadura gaúcha alcançou 82% da área prevista, dois pontos percentuais a mais que no levantamento anterior. A elevação das temperaturas e a maior luminosidade favoreceram o crescimento das plantas. Segundo a Emater, 90% das lavouras estão em fase vegetativa e 10% na reprodutiva. O potencial produtivo depende da regularidade das chuvas nessa última fase.

O plantio terminou em Frederico Westphalen e chegou a 95% em Ijuí e Passo Fundo. A cigarrinha-do-milho segue sob monitoramento, com redução das capturas em algumas regiões.

Em Santa Catarina, vendedores pedem cerca de R$ 60 por saca, enquanto compradores indicam R$ 55. A diferença restringe os negócios. Segundo o Cepea, a oferta nacional acima da demanda segue pressionando as cotações do milho. A demanda europeia abre espaço para o milho brasileiro, mas as exportações seguem abaixo do ritmo de 2025.

No Paraná, o Deral aponta que o plantio do milho de primeira safra chegou a 97% da área prevista. O excesso de umidade e a baixa luminosidade limitam o crescimento das plantas, com casos de amarelecimento. O preço ao produtor caiu 0,53% no Oeste, para R$ 50,58 por saca, e subiu 1,40% no Norte Central, a R$ 65,83.

Em Mato Grosso do Sul, o milho segue em queda, com preços de R$ 50 a R$ 52 por saca e o maior recuo em Dourados. A indústria de bioenergia mantém as compras, enquanto os demais compradores priorizam a reposição de estoques. Os produtores restringem a oferta de novos lotes.

FONTE: AGROLINK