13 Mar, 2015

Nesta quinta-feira (12/3), lideranças do setor, pesquisadores, entidades e estudantes, participaram do ?Encontro prospecções para consolidar a viabilidade da cadeia do trigo?, com destaque para o debate sobre temas importantes que envolvem o desenvolvimento da cultura, como a qualidade industrial, segregação, comercialização e a próxima safra no sul do Brasil. ?No Brasil temos cinco classes de trigo: melhorador, pão, doméstico, brando e trigo biscoito. Essa separação nos proporciona uma melhor liquidez e maior preço, por isso a importância da segregação e da separação?, comentou Sérgio Dotto, chefe-geral da Embrapa Trigo. Com 3 milhões e 300 mil toneladas de trigo produzidos na safra de 2013, com um consumo interno no Rio Grande do Sul de 1 milhão e 100 toneladas, um anseio é a abertura de novos mercados para a exportação. Sérgio Dotto alerta para os países da África como potenciais compradores do trigo gaúcho. ?Temos que aproveitar esses eventos como a Expodireto Cotrijal e apresentar e colocar esse trigo em rodadas de negócios e iniciar assim uma política de comercialização?, explicou. Ainda indefinida, a próxima safra de trigo no RS pode sofrer uma forte queda na área cultivada. Segundo o assistente técnico da Emater, Luiz Ataídes Jacobsen, a quebra da última safra do cereal poderá influenciar na hora da definição dos projetos visando os investimentos futuros no trigo. ?Trabalhamos com uma projeção de até 30% de redução na área de trigo no RS, em comparação com a safra passada. É claro que acreditamos que esse número possa reduzir e acreditamos que nossos produtores possam avaliar melhor a cultura e voltar a investir?, disse. PROJETO TRIGO ? Ao final do encontro, membros do Sindicato Rural de Passo Fundo apresentaram um projeto que tem como objetivo criar a Associação Trigo Brasil, reunindo cooperativas, indústria e cerealistas. A intenção, segundo João Batista da Silveira, membro da Comissão de Trigo do Sindicato Rural, é que a entidade atue como representante de toda a cadeia, defendendo os interesses tanto dos produtores quanto das indústrias e dos cerealistas. ?Queremos uma associação que seja vigilante a todas as políticas de trigo a serem desenvolvidas, de logística, de redução de tributos, de condição de armazenagem, enfim, a tudo o que está faltando?, destacou, explicando que a proposta da criação da entidade será apresentada agora individualmente aos diferentes setores. Fonte: Expodireto Cotrijal