Com o andamento da colheita, perdas provocadas pelo mau tempo começam a se refletir nos números, apontando colheita de 1,5 milhão de toneladas, redução de 38,4% em relação ao ano passado GISELE LOEBLEIN Além da quantidade menor, cereal também tem problemas de qualidade, o que deverá fazer com que boa parte da safra se destine à ração A safra de trigo do Rio Grande do Sul será ainda maior do que se esperava. Levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (9) revisou para baixo a produção gaúcha. Agora, a estimativa é de 1,53 milhão de toneladas, redução de 38,4% em relação ao ano passado. Na pesquisa do mês passado, o órgão apontava volume de 1,79 milhão de toneladas. Essa revisão dos números acontece à medida que a colheita avança no Estado o dado mais recente indicava 35% da área total , e os resultados ficam mais evidentes. O tempo prejudicou a cultura do início ao fim do ciclo. Depois de um começo com excesso de umidade, seguiu-se período de falta de chuva. E, no momento em que a lavoura estava pronta para a colheita, as precipitações em excesso retornam. LEIA MAIS Além de reduzir volume, o clima também impactou a qualidade ? observa José Bicca, superintendente substituto da Conab no Rio Grande do Sul. Também houve ajuste nas projeções para a safra de verão. O mesmo excesso de chuva que causou prejuízos ao trigo atrasou, e muito, o plantio do arroz. E fez a Conab reduzir dados referentes à área plantada, indicando recuo de 2,6% em relação ao ano passado. O período preferencial de semeadura do arroz termina no próximo dia 15 e entidades já cogitam solicitar ampliação da janela de plantio. Mas esse descompasso deverá ter efeito negativo sobre a proutividade do cereal. Fonte: Gauchazh
