Expectativa do mercado é de preços permaneçam acima deste patamar até pelo menos fevereiro do ano que vem. As altas registradas nos preços da soja na Bolsa de Chicago tendem a durar até pelo menos fevereiro do ano que vem, apostam analistas de mercado. A expectativa é de que os valores sigam acima dos US$ 10 por bushel, no mercado internacional e R$ 80 nas posições futuras nos portos brasileiros. Recomendação aos produtores é tentar vender mais uma parte e minimizar os riscos, já que muito destas altas é fruto de especulação e pode mudar a qualquer momento. Ontem, os contratos da soja em Chicago, superaram a casa dos US$ 10,70 por bushel, maior valor registrado desde 14 de julho deste ano. Estas altas nos preços da oleaginosa são reflexo da alta demanda pelo produto no mercado mundial. Sem isso, certamente o mercado trabalharia abaixo de US$ 10 por bushel, conta Luiz Fernando Gutierrez, analista da consultoria Safras & Mercado. Outro fator que tem sustentado estes valores é a indefinição sobre o clima na América do Sul. A confirmação da incidência do fenômeno La Niña, mesmo que de intensidade fraca, traz insegurança sobre o desenvolvimento das safras no Brasil e na Argentina nesta temporada. Os preços só perderão força quando, e se, o mercado confirmar que tudo anda bem e as colheitas serão boas, conta Gutierrez. Acredito que estes bons valores permanecerão até meados de fevereiro, quando confirmaremos a entrada da soja brasileira. Segundo o analista, a saca de soja da safra nova (para entrega após fevereiro) deverá ficar em patamares acima de R$ 80 nos portos nos próximos meses, a exemplo dos R$ 86 registrados recentemente. Entretanto, Gutierrez alerta que alguns produtores estão esperando valores acima de R$ 90 para vender. Recomendamos aos produtores garantir algumas vendas, pois não há nada garantido que os valores possam subir muito mais. A menos que haja uma quebra de safra relevante no Brasil e na Argentina, acima de 5milhões de toneladas. Ai sim poderemos ver os preços ultrapassarem a casa dos R$ 100, nos portos, finaliza o analista. Segundo o diretor de commodities da consultoria INTL FCStone, Glauco Monte, os produtores realmente deveriam aproveitar o momento, já que daqui para a frente o mercado tende a equilibrar estes valores devido a perspectiva de entrada da safra brasileira e argentina. Os embarques ao exterior do complexo soja americano estão mais altos que nos últimos quatro anos. Isso tem sustentando as elevadas cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago, garante ele. Este é um daqueles importantes momento de o produtor aproveitar e vender uma parte da safra. Por: Daniel Popov Fonte: Canal Rural
