Crise na Ucrânia: Petróleo e trigo atingem níveis recordes; Grãos disparam O país é um dos maiores produtores mundiais de trigo. Analistas afirmam que o petróleo deve subir ainda mais e Washington já fez ameaças de isolar a Rússia economicamente. O petróleo atingiu sua maior alta em um mês e o trigo já subiu 4% nesta segunda-feira (3) diante do aumento das tensões entre a Ucrânia e a Rússia. A crise está aumentando as preocupações mundiais quanto a um eventual risco de desabastecimento de commodities, enquanto Kiev se prepara para entrar em guerra. É o que informa o site norte-americano Economic Times. O trigo norte-americano no mercado futuro já subiu 4,5% e atingiu os maiores patamares desde 17 de dezembro, diante de temores de problemas com embarques através do Mar Negro. A Ucrânia é um dos principais produtores de trigo do mundo. O presidente russo Vladmir Putin garantiu aprovação de seu parlamento para usar forca militar para proteger cidadãos russos e informou o presidente norte-americano Barack Obama que só tem interesse em defender os interesses nacionais da Rússia. A Rússia é o maior produtor de petróleo do mundo e o novo primeiro-ministro ucraniano Arseny Yatseniuk disse que o movimento de Moscou de usar a força militar é uma "declaração de guerra". O petróleo atingiu hoje os maiores patamares desde o dia 23 de setembro. “Em geral, parece que as commodities estão subindo bastante”, informou Vishnu Varathan, economista do Banco Mizuko. “Se a influência rússia irá se espalhar por Crimea e se iremos encontrar mais problemas na Ucrânia e seu envolvimento com o NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), irá determinar quanto e com qual velocidade os preços irão subir”. Obama e líderes da Grã-Bretanha, Alemanha e Polônia expressaram “graves preocupações” em relação às intrusões da Rússia na Ucrânia, classificando-as de violação da lei internacional, além de uma ameaça à paz internacional e à segurança. “O mercado de petróleo está reagindo ao risco da situação piorar”, afirmou Ben Le Brun, analista de mercado da OptionsXpress, em Sidney, na Austrália. “Ainda não vemos nenhum impacto fundamental no mercado de petróleo... Mas acreditamos que os preços poderão ficar ainda mais altos, se realmente tivemos uma guerra”. Informações: Economic Times Tradução: Fernanda Bellei
