26 Jan, 2018

Preços futuros indicam cotações maiores, mas volume de produção deverá ser menor O que ajudou em 2017 deve puxar para baixo a renda do campo neste ano e, o que atrapalhou, tende agora a ser uma influência positiva. No fim das contas, o que é possível ver até agora indica certa estabilidade na receita dos produtores gaúchos em 2018, diz o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Antônio da Luz. Indicador da entidade, o Índice de Inflação de Preços Recebidos (IIPR) mostrou que, ano passado, a safra recorde não deixou cheia a guaiaca de agricultores e pecuaristas. A queda dos preços da cesta de itens analisados anulou com folga o benefício do alto volume de produção e fez a renda cair 11,54% na comparação com 2016. Foi a maior queda da série, iniciada em 2010. O efeito no bolso só não foi pior porque os produtores gastaram menos. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP)recuou 3,90%, a primeira variação negativa do indicador. Entidade pede ao MPF investigar se há irregularidades na venda de arroz Entidade pede ao MPF investigar se há irregularidades na venda de arroz Inpi dá parecer por anulação da patente da soja transgênica Intacta RR2 Pro Inpi dá parecer por anulação da patente da soja transgênica Intacta RR2 Pro Luz observa que, por enquanto, os preços futuros sinalizam que as cotações dos produtos agropecuários tendem a ser melhores neste ano, puxadas por soja, boi e, possivelmente, milho. Por outro lado, o volume de produção deve ser menor. Assim, é preciso esperar o resultado da safra e a consolidação do mercado para se ter uma noção melhor de como será a receita do produtor. Nos produtos acompanhados, a maior queda no encerramento de 2017 foi do arroz, 24% abaixo de dezembro do ano anterior, seguido pelo milho, com retração de 22%, e do leite, com recuo de 17%. Arroz e leite são os que atravessam a maior dificuldade e pedem mais atenção. Provavelmente vão destoar da cesta alerta Luz, ressaltando os preços deprimidos do arroz em plena entressafra. Apesar da queda dos custos causadas pela desvalorização do dólar, balizador dos principais insumos, o economista entende que as margens ainda devem permanecer baixas e estáveis em 2018. Ainda à espera das cotações Embora se espere reação das cotações dos produtos agrícolas ao longo do ano pela indicação dos mercados futuros, 2018 começa ainda difícil para a renda do produtor. Os dados da Emater para esta semana, por exemplo, mostram que os preços seguem baixos. Dos 11 itens analisados (entre leite, grãos e quilo vivo de animais), apenas o cordeiro para abate tem cotação superior à média para o mês de janeiro nos últimos cinco anos. Fonte: GaúchaZH