Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago exibem mais um dia de expressivas quedas nesta terça-feira (2). Com esse recuo, de acordo com analistas ouvidos pela agência internacional Bloomberg, os preços atingem os menores patamares desde julho. A soja recua depois de já ter encerrado a sessão desta segunda-feira (1) com uma forte baixa. De acordo com Carlos Cogo, consultor de mercado da Consultoria Agroeconômica, o mercado volta seus olhos agora para o avanço o plantio da nova safra na América do Sul, além de ainda sentir a pressão sazonal do avanço da colheita nos Estados Unidos. De acordo com o último relatório de acompanhamento de safra divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), a colheita, até o último dia 30 de setembro, já estava concluída em 41%. "Quando as chuvas começaram a voltar e houve uma normalização do plantio, principalmente no Brasil Central, o mercado de acalmou. E por mais que se tenha um aperto nos fundamentos, a questão de ter um produto no disponível, uma colheita avançando sempre vai pesar no mercado futuro", explica. Para Cogo, os negócios agora caminham para um ponto de equilíbrio que deverá ser de US$ 15 a US$ 16 por bushel nos primeiros vencimentos da soja, em média, até a entrada das primeiras entradas da colheita sulamericana. Além disso, o milho também tem perdido força e isso impede um renovado avanço da soja. Nesta terça-feira, os futuros do grão negociados em Chicago já chegaram a registrar leves ganhos, porém, logo passo para o campo negativo e, por volta das 10h (horário de Brasília), os contratos mais próximos perdiam mais de 10 pontos. Fonte: Notícias Agrícolas /
