27 Jan, 2014

Análise XPF Agro Segunda-feira, 27 de janeiro de 2014. Bom dia e excelente inicio de semana! SOJA Mais um dia em que vendedores e compradores ficaram totalmente retraídos devido à alta volatilidade da CBOT. Com isso, baixos negócios e volumes reportados. Na CBOT o dia iniciou em queda e reverteu a tendência devido às boas exportações semanais da oleaginosa estadunidense, confirmando a forte demanda pelo grão norte americano. Mesmo o receio do mercado sobre a desaceleração da economia chinesa (que levou o dólar a patamares mais elevados) não esfriou os ânimos com as exportações estadunidenses. MILHO Brasil Fechamento da semana com baixos volumes e negócios realizados, já que os vendedores estão mais focados na colheita da soja e os compradores desinteressados pelo cereal. Mercado perdeu o referencial de preço, já que a logística toda está direcionada ao escoamento da soja. Isso deu o tom na BMF que teve baixas negociações, sem volatilidade na sexta-feira. Mercado físico do interior paulista seguirá ditando o rumo das cotações no mercado futuro, até que a safra brasileira seja mais definida em termos de produtividade e produção. EUA Encerramento da semana com leve alta, apesar dos estoques de etanol terem batidos recordes (17 milhões de barris). O cinturão produtivo argentino recebeu boas chuvas no final de semana, o que é altamente benéfico ao desenvolvimento das lavouras. Porém as temperaturas tendem a se elevarem novamente de forma significativa o que traz apreensão ao mercado, pois a planta de milho é altamente suscetível a altas temperaturas. O clima na ARG seguirá no radar da CBOT durante todo o mês de fevereiro. TRIGO Brasil Semana encerrou espelhando o que ocorreu durante todo o período: baixa liquidez e baixos negócios. 80% e 30% da safra já esta comercializada, com preços atuais em R$ 800,00 e R$ 600,00/tonelada no PR e RS respectivamente. Essa queda é pontual, pois a demanda interna é muito superior ao produzido internamente e a Argentina não dará conta de fornecer ao Brasil. Assim, terá que buscar o grão no hemisfério norte com custos mais elevados. Essa pressão baixista esta ocorrendo porque o RS colheu safra recorde e tem que se desfazer do grão para receber milho e soja da safra nova. EUA A dificuldade que a ARG encontra em ter excedente de produção ao resto do mundo traz grande preocupação ao mercado, mesmo que a produção mundial seja recorde. Semana encerrou em queda devido a realização de lucro dos investidores, porém a provável isenção da TEC por parte do Brasil (já que em ano eleitoral o governo não quer inflação) deverá formar uma resistência a escalada dos preços. BOI Mercado físico voltou a apresentar queda no ultimo dia da semana passada. Muitos frigoríficos se ausentaram por possuírem escalas muito boas (já para inicio de fevereiro). Oferta segue crescente, inclusive no estado de SP. A demanda tende a continuar baixa e a ultima semana do mês será de novas quedas no preço das carnes. Há uma lenta reposição entre atacado e varejo, isso irá trazer novas baixa para o corte traseiro, que hoje está em R$ 9,50/kg. CAFÉ Fechamento no ultimo dia da semana em leve queda devolvendo os ganhos do dia anterior. Tudo isso ajudado pela continua desvalorização do real, fazendo a bebida perder o patamar dos U$ 115,00. O noticiário político colombiano, que poderá distribuir subsídios aos cafeicultores, também trouxe apreensão ao mercado, já que a Colômbia é o segundo maior produtor mundial, somente atrás do Brasil.