24 Dec, 2019

Para manter fornecimento, Brasil terá que aumentar em 3 milhões/ha sua área plantada Com a conclusão do acordo da chamada Fase Um para o fim da Guerra Comercial entre Estados Unidos e China, surgem diversas especulações sobre como ficará a demanda asiática pela soja brasileira. Na visão da T&F Consultoria Agroeconômica, não vale a pena guardar a soja para vender mais tarde. Então, nossa recomendação é que se venda agora, se coloque o dinheiro no banco para aumentar o valor e estar pronto para pagar as contas quando chegarem. De acordo com os analistas da T&F, a China continuará a comprar do Brasil em 2020 e anos subsequentes quantidades substanciais de soja em grão. Além disso, segundo a Consultoria, os preços da soja em Chicago não devem passar de US$ 9,30/bushel, pelo menos até agosto de 2020, quando entra a janela de demanda da soja americana. Com isto, supondo-se um prêmio de +35 e um dólar médio de R$ 4,10 (o governo não vai deixar cair), chega-se a um preço de R$ 70,00/saca posto interior do Brasil, para quem esteja a 500 km dos portos. Isto é 12,5% a menos do que o preço de R$ 80,00/saca que está hoje no interior e que contém cerca de 16% de lucro puro, livre de todas as despesas, aponta a T&F. Como observação adicional, os consultores lembram que a China só precisa comprar mais dois anos as mesmas quantidades de soja brasileira. Isso porque a partir de 2023 o Brasil reduzirá pela metade a sua capacidade de exportar o grão, porque aumentará substantivamente o uso do óleo de soja como biocombustível. Para manter a atual demanda chinesa, o Brasil terá que aumentar em mais de 3,0 milhões de hectares a sua área plantada, o que não é impossível, mas os preços deverão ter menos volatilidade e as margens poderão ser um pouco menores, conclui a T&F Consultoria Agroeconômica. Fonte: Agrolink