As negociações no mercado futuro de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) devem continuar sendo influenciadas pelo clima no Meio-Oeste dos Estados Unidos e pelo ajuste de posições antes do muito aguardado relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura do país (USDA). Ontem, o mercado repercutiu estimativas de duas consultorias privadas sobre a produção de soja norte-americana no ciclo 2015/16. Nesta quinta-feira, traders também devem monitorar os dados semanais de exportações dos EUA. A alta do dólar ante o real tem tornado o produto brasileiro ainda mais competitivo que o norte-americano. Ontem, rodaram acordos a mais de R$ 80/saca em portos brasileiros. O vencimento novembro subiu 11,00 cents (1,17%) e terminou em US$ 9,5325 por bushel. "O mercado está numa bolha muito especulativa focando o USDA", apontou a analista Andrea Cordeiro, da Labhoro. Segundo ela, a previsão de clima mais seco e quente no leste do cinturão nos próximos dias deu um impulso extra às compras de fundos. Com 81% das lavouras de soja florescendo e 54% formando vagens, "temperaturas mais altas e a falha na regularidade das chuvas na região leste do cinturão, menos favorecida em julho por precipitações, podem trazer impacto", destacou a analista. Fonte: Cepea/ Agência Estado
