A soja encerrou a sessão em leve alta na Bolsa de Chicago, sustentada por indicadores de demanda e processamento nos Estados Unidos, em um cenário que combina fatores positivos e pontos de atenção no mercado internacional. As informações são da TF Agroeconômica.
Após completar a segunda semana consecutiva de ganhos na sexta-feira, o mercado voltou a registrar valorização moderada. O suporte veio dos números mensais de esmagamento nos EUA e do desempenho do óleo de soja. Mesmo diante de estoques elevados apontados pela Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas, o contrato de março do óleo fechou com alta de US$ 4,63, a US$ 1.263 por tonelada, refletindo perspectivas favoráveis de demanda da indústria de biocombustíveis.
No comércio exterior, o relatório semanal de inspeções de embarques indicou 1.202.617 toneladas exportadas entre 6 e 12 de fevereiro, acima do volume da semana anterior e próximo ao teto das estimativas do mercado. Do total, 684.069 toneladas tiveram a China como destino.
A NOPA informou ainda que o esmagamento de soja em janeiro atingiu 6,03 milhões de toneladas, o maior já registrado para o mês. O volume superou o observado um ano antes e ficou acima da média projetada pelos operadores, embora tenha recuado frente a dezembro por causa de interrupções provocadas por temperaturas muito baixas. O relatório também mostrou estoques de óleo de soja em 861.826 toneladas no fim de janeiro, avanço expressivo sobre dezembro e sobre o mesmo período do ano passado.
Na América do Sul, o avanço recorde da colheita no Brasil e as chuvas que melhoraram o balanço hídrico na Argentina limitaram ganhos mais fortes. A Conab apontou que a colheita brasileira alcançou 24,7% da área, acima da semana anterior, mas abaixo do mesmo período de 2025 e da média histórica.
Na Europa, a Comissão Europeia informou que as importações de soja do bloco somaram 7,94 milhões de toneladas desde julho, 11% abaixo do registrado um ano antes. As compras de farelo também recuaram 2% no período.
FONTE: AGROLINK
O suporte veio dos números mensais de esmagamento nos EUA - Foto: Pixabay
