12 Dec, 2013

SOJA Internamente mercado segue travado pelos vendedores que querem preços maiores pelo grão. Brasil tem estados já com 100% da semeadura realizada e outros com 80%. Ou seja, está na fase final de implantação da oleaginosa e o clima segue favorecendo, e muito, o desenvolvimento das plantas. CBOT reagiu positivamente ao olhar com detalhes o corte de 12% nos estoques finais americanos (150 milhões de bushels), bem acima do esperado. A previsão era de 170 milhões. MILHO Brasil Iniciou a fase de pré-feriado e os grandes players já estão de fora do mercado aguardando a chegada de 2014 com seus estoques cheios. O desinteresse na compra advém principalmente das boas condições climáticas em todo o país, o que assegura um excelente desenvolvimento da cultura e consequente produção. Uma maior oferta já é observada e com isso a pressão baixista poderá ser mais expressiva já no curto prazo. EUA Nada de noticia positiva relevantes para o cereal estadunidense, porém com a elevação de 50 milhões de bushels para a produção de etanol e para exportação deram certo suporte aos preços que não tiraram o olho do estoque de passagem alto, que ficou em 45 milhões de toneladas. O que poderá trazer alguma volatilidade será o clima argentino, onde as previsões acusam 15 dias de estiagem. TRIGO Brasil Negócios travados e sem volumes, já que a pedida do vendedor é muita mais alta do que a pretendida pelo comprador. Isso tende a ficar cada vez mais lento com a proximidade das férias coletivas nas indústrias e moinhos. Para os vendedores a virada do ano significa esperança de melhores preços, porém a grande safra gaúcha e a falta de armazenagem podem trazer pressão, só e somente só, no curto prazo. O MERCOSUL será, sem duvida, o grande fornecedor do grão para o mercado interno brasileiro. Caberá saber a que preço esse grão chegará aos portos e nos moinhos brasileiros e assim balizar os preços internos. EUA A escassez do grão em toda a América do Sul é um dos fatores que fazem pressão altista. Porém os grandes produtores mundiais, como Ucrânia, Rússia, China, EUA e Europa possuem em seus relatos excelentes produções e estoques, mesmo que as inspeções de exportação estadunidense apresentaram alta. O fato é que seu substituto direto, o milho tem suas cotações defasadas no longo prazo e isso tem prejudicado o trigo. ANÁLISES XPF AGRO