Análise XPF Agro Sexta-feira, 24 de janeiro de 2014. Bom dia e excelente final de semana! SOJA Dia de forte volatilidade no mercado estadunidense e isso provocou mais uma vez a desconfiança de compradores e vendedores. Assim poucos negócios realizados, apesar da alta do dólar. CBOT logo nas primeiras horas trabalhou em forte alta, resultado de um repique de alta após a queda acentuada dos dias anteriores. Porém o clima na ARG e BRA (que deverão receber boas chuvas no final de semana) pesou nas cotações e essas fecharam em terreno negativo. Além do fator China que segue pesando sobre a CBOT, pois Pequim esta determinada em cancelar contratos com os norte americanos e firmar com os sul americanos. MILHO Brasil Colheita avança de forma tímida nas lavouras mais precoces do país. Porem, mesmo assim, a pressão baixista deve permanecer em função de que muitos armazéns estão com muito grão da safra anterior e devem abrir espaço para a safra nova do milho e da soja. Na BM&F a configuração grafista de alta pode ser confirmada hoje após duras quedas sofridas nos vencimentos mais próximos. Mas, os fundamentos continuam posicionados para baixo. EUA Clima na ARG e BRA são os fatores mais importantes que estão preocupando na tomada de decisão dos participantes, já que alguns modelos meteorológicos indicam boas chuvas e redução na temperatura e outros indicam chuvas esparsas temperaturas elevadas (>40°C), o que causaria stress e danos à produtividade e consequentemente redução na oferta mundial. Mesmo assim, as cotações permanecem lateralizadas em um patamar bastante próximo de uma resistência, podendo as noticias fazer com que esse nível seja rompido ou as mínimas voltem a serem testadas. TRIGO Brasil Entra dia e sai dia e o mercado do grão interno segue na mesma condição: RS abarrotado do cereal não vendo condições de melhora nas cotações, já que navios com trigo argentino atracará com o excedente de exportação do país vizinho. Além disso, o RS tem que, obrigatoriamente, liberar espaço físico para o recebimento da safra nova. Com isso a pressão é totalmente baixista no curto prazo. O PR com 80% de sua safra comercializada espera uma demanda da indústria (que esta abastecida) para vender o restante, o que irá, com certeza, ocorrer, pois a produção interna brasileira é inferior à demanda. EUA Cereal estadunidense sofre com a intensa e prolongada onde de frio que assola as lavouras de trigo. Isso tem gerado grande preocupação nos participantes, já que uma vez ocorrido o dano na plântula (pequena planta exposta sobre o solo, de 1 a 3 folhas), as produtividades, inevitavelmente serão altamente prejudicadas. Mesmo que haja uma alta produção mundial, sempre uma quebra de expectativa na safra norte americana causa stress no mercado e preocupação com a oferta. BOI Dia de ontem manteve o preço do atacado firme, porém vários frigoríficos paulistas já fazem escalas para fevereiro a um preço bem inferior ao do inicio do ano (R$ 111,00/@). A oferta tende a seguir cada vez mais ampla e a demanda interna menos expressiva em relação ao mês anterior. O que pode dar um suporte ainda são as exportações já que o dólar tem se valorizado muito frente ao real. Porém, mesmo assim, a expectativa dos analistas é de que teremos uma forte redução na cotação da arroba para as próximas semanas. CAFÉ Pelo terceiro ano consecutivo a oferta mundial será superior à demanda. Isso faz com que os preços pontualmente se fortaleçam. Mas em seguida voltam a resfriar em busca das mínimas históricas. A produção brasileira acima do esperado e o dólar que fechou a R$ 2,40, reforçam fortemente a tendência baixista na bebida, apesar de NY ter encerrado com uma baixa valorização no dia de hoje após recentes quedas consecutivas.
