Os preços do trigo seguem em trajetória de alta na Região Sul, refletindo a restrição na oferta e a postura cautelosa dos vendedores. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que a menor disponibilidade do cereal tem sustentado reajustes frequentes, mesmo diante de negociações pontuais.
No Rio Grande do Sul, o mercado disponível mantém movimento de valorização, impulsionado pela escassez de produto com qualidade. Compradores seguem ativos, ainda que em volumes reduzidos, aceitando correções de preço. As indicações no interior variam entre R$ 1.280,00 e R$ 1.300,00, enquanto vendedores pedem valores mais altos, entre R$ 1.350,00 e R$ 1.380,00. No mercado ao produtor, o preço da pedra avançou 3,51% em Panambi, passando de R$ 57,00 para R$ 59,00 por saca.
Em Santa Catarina, a oferta segue concentrada em trigo gaúcho, com participação menor de produto local e do Paraná. As negociações mostram lotes com padrões de qualidade distintos e preços que variam conforme origem e características. O trigo gaúcho tem sido ofertado em média a R$ 1.300,00 FOB, enquanto o paranaense chega a R$ 1.400,00 FOB. Já os preços de balcão ao produtor permaneceram estáveis na maior parte das praças, com exceção de Xanxerê, onde houve recuo.
No Paraná, o mercado segue travado, com poucos negócios realizados e leve alta de 0,56% nos preços. As negociações ocorrem em níveis próximos de R$ 1.350,00 no sudoeste e R$ 1.380,00 no norte do estado, mas com baixa liquidez. Moinhos indicam valores entre R$ 1.380,00 e R$ 1.400,00 CIF, embora encontrem dificuldade para fechar compras. As ofertas disponíveis são limitadas e giram entre R$ 1.400,00 e R$ 1.450,00 FOB, refletindo a retenção por parte dos vendedores.
