Governo critica decisão de agência que rebaixou nota do Brasil Em relatório divulgado ontem, Standard and Poor's reduziu classificação do País de BBB para BBB- Compartilhar f t g e O Ministério da Fazenda avaliou que a decisão da agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P) de baixar a nota do Brasil é inconsistente com as condições da economia brasileira e contraditória com a solidez e os fundamentos do Brasil. O governo afirma que o país gerou um dos maiores superávits primários do mundo nos últimos 15 anos. A nota afirma ainda que o Brasil tem baixo risco externo porque tem o quinto maior volume de reservas internacionais entre as 20 principais economias do Mundo. Em relatório divulgado no fim da tarde de ontem (24), a agência reduziu, de BBB para BBB-, a nota soberana do país com perspectiva neutra, o que indica que a classificação não será rebaixada nos próximos meses. Em comunicado, a agência informou que a dívida geral do governo brasileiro – indicador usado em comparações internacionais – é alta e que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) é baixo, devendo ficar em 1,8% em 2014 e 2% em 2015. Segundo a S&P, o governo dá sinais mistos em relação aos gastos em ano de eleição e existe pouca confiança no ambiente de negócios que se reflete em perspectivas mornas para os investimentos do setor privado. Além disso, o endividamento maior da população deve fazer o consumo crescer menos. As agências de classificação de risco fornecem notas que servem de parâmetro para a credibilidade de governos e empresas no mercado financeiro. Essas agências, no entanto, foram criticadas em 2008 por terem dado notas altas para as operações de venda de créditos imobiliários nos Estados Unidos que entraram em colapso e desencadearam uma crise econômica global. Em fevereiro do ano passado, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação contra a Standard & Poor's por suspeita de fraude na classificação de produtos hipotecários. COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL
