14 Mar, 2014

Ácaros e percevejos serão os vilões da safra 2014/2015, afirma chefe da Embrapa O manejo equivocado pode ser responsável pela infestação de pragas nas lavouras de soja, transformando insetos secundários, como percevejos e ácaros, nos grandes vilões. A declaração é do chefe-geral da Embrapa Soja, José Renato Bouças Farias, que participou nesta quinta, dia 13, do Fórum Soja Brasil “Balanço da Expedição 2013/2014: Desafios além da porteira”. O evento, realizado em paralelo à programação da Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), marca o encerramento do projeto do Canal Rural. – A gente não notava a lagarta antes, agora notamos porque está maior. Existe um manejo adequado, mas nem sempre é seguido – explica o especialista. Farias classifica a quantidade de produtos químicos aplicada nas lavouras, hoje em dia, como monstruosa, e conta que conheceu produtores que compraram defensivos suficientes para até 30 aplicações. – Isso não funciona. É importante manejar bem e controlar bem. Se continuar assim, vamos ter mais problemas, pragas secundárias serão priores, ácaros podem ser grandes problemas para o produtor de soja – alerta. As alternativas para contenção de pragas existem, garante o chefe-geral da Embrapa Soja. Ele salienta a urgência para que agricultores invistam em defensivos menos agressivos a outras áreas da lavoura. – Eu acredito que os grandes vilões dos próximos anos serão os percevejos. Helicoverpa O consultor do Projeto Soja Brasil, Áureo Lantmann, também esteve presente no fórum em Não-Me-Toque, e lembrou que a consciência técnica é o que ajudou boa parte dos produtores a conter a lagarta helicoverpa, que tanto assombrou as lavouras de soja na safra 2013/2014. – Os produtores foram atrás de ajuda para poder eliminá-la. Nós aprendemos muito com isso tudo. A helicoverpa vai ser dominada em pouco tempo – afirma Em reforço ao depoimento de Lantmann, José Farias, da Embrapa, afirma que o uso de refúgios nas plantações de soja serão extremamente importantes para lidar com as lagartas invasoras, assim como aconteceu no cultivo de milho. Fonte Canal Rural