A confirmação da isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) para trigo de fora do Mercosul – a ser publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União – coloca toda a pressão por medidas que ajudem na venda do cereal gaúcho sobre o Estado. Sem o imposto, produto de países como Estados Unidos e Canadá fazem concorrência ao nosso estoque da safra passada. A situação certamente reforçará o pedido de entidades para corte na alíquota do ICMS nas vendas interestaduais do Rio Grande do Sul de 8% para 2%. A Secretaria da Fazenda já tem indicativo de redução. Deve haver variação do percentual conforme o destino. Confirmada a isenção da TEC, novos cálculos terão de ser feitos por aqui. – Teremos de avaliar o impacto disso – avisa Aureo Mesquita, secretário-adjunto da Agricultura e coordenador da Câmara Setorial do Trigo do Estado. Para ter todas as contas à mão, Mesquita solicitou dados das vendas de trigo gaúcho para outros Estados de outubro até agora. Também quer saber o tamanho exato do consumo interno. A estimativa é de que os moinhos do Rio Grande do Sul usem, neste ano, entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de toneladas da produção local, que chegou a 3,35 milhões de toneladas, um recorde. As decisões a serem tomadas agora podem afetar a safra atual, que está em pleno plantio. Conforme dados da Emater, 35% da área total estimada para o cereal já foi semeada. – Essas definições poderão impactar a área total – avalia Tarcisio Minetto, economista da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS), que esteve em Brasília nesta semana chamando a atenção para a importância de não derrubar a TEC. Projeções iniciais apontavam avanço de 8,89% na área destinada ao trigo neste inverno gaúcho. Fonte: Trigo.com.br
