O preço do trigo colocou o Rio Grande do Sul e o Paraná contra todos os estados brasileiros. A briga é por conta do recolhimento da Tarifa Externa Comum. O governo queria zerar a tarifa, que atualmente está em 10%, por pressão de diversos ministérios, que, por sua vez, eram pressionados pelos estados que não produzem o grão, que são todos os estados brasileiros com exceção do Paraná e Rio Grande do Sul. A reunião que iria decidir sobre o TEC do trigo estava marcada para quinta feira passada, mas o tema trigo foi retirado de pauta. A Câmara do Comércio Exterior, órgão formado por diversos ministérios, suspendeu a alíquota zero para a importação do produto. Derrubada de preços O ministro da Agricultura, Neri Geller, confirmou a retirada de pauta da Camex o fim da taxação do trigo importado e está tentando manter o imposto sobre a importação do trigo. “O Rio Grande do Sul ainda tem estoque de trigo e está começando a plantar. Se a alíquota for zerada, derruba o preço, e o produtor pagará a conta”, afirmou o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Luis Carlos Heinze (PP). Limites à livre iniciativa Projeto-de-lei que institui critérios a políticas de produtividade em empresas foi rejeitado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara. De acordo com a proposta do deputado Major Fábio (Pros-PB), a política deverá ser compatível com as condições de trabalho e de tempo oferecidas aos trabalhadores, e não poderá afetar sua saúde em função dos sistemas de avaliação realizados. “As regras impões limites à livre iniciativa, sendo prejudiciais ao setor produtivo, e interferem na gestão do negócio ao estabelecerem regras que dizem respeito à própria estratégia interna das empresas”, afirmou o relator, deputado Renato Molling (PP). Sem entender o veto O deputado ederal Alceu Moreira (PMDB) não entendeu o veto do governo ao seu projeto que acabava com o emplacamento de máquinas agrícolas. Segundo ele, o governo não havia manifestado discordância, e o projeto passou pela Câmara e pelo Senado sem problemas. De acordo com o deputado, vários parlamentares governistas justificaram o veto afirmando que o texto era muito amplo. “No caso idêntico, da isenção dos veículos bélicos, após a sanção, o Contran regulamentou quais veículos se enquadrariam, até porque é impossível prever quais serão os novos maquinários a entrar no mercado, ainda mais com tanta tecnologia à disposição. Os próprios representantes do governo diziam isso”, comentou. Fonte: Trigo.com.br
