11 Sep, 2018

Combinação de incerteza eleitoral com tensões no mercado internacional fizeram a moeda flutuar; entenda esse movimento. Após romper a barreira dos R$ 4 no último mês, o dólar está perto de bater nova máxima histórica. Mas o que tem feito a moeda flutuar tanto, afetando o humor dos investidores e fazendo o real perder valor? Nesta terça-feira (11), o dólar opera em alta. Às 12h57, a moeda norte-americana subia 1,61%, negociada a R$ 4,1594 na venda. Veja mais cotações. Veja mais abaixo 6 pontos para entender por que o dólar subiu tanto: 1.Indefinição eleitoral gera corrida por dólares 2.Guerra comercial afeta os emergentes 3.Alta do juros nos EUA fortalece o dólar 4.Crise das moedas emergentes afeta o Brasil 5.Fraqueza da economia contamina os mercados 6.Investidores aproveitam incerteza para especular A primeira resposta está na incerteza sobre quem vencerá a corrida presidencial, mas também pesa a tensão nos mercados internacionais, um duro golpe para as moedas de países emergentes, entre eles o Brasil. A combinação do cenário de guerra comercial com a incerteza eleitoral deixa o mercado mais arisco, avalia Cleber Alessie Machado, operador de câmbio da H.Commcor Corretora. Na prática, as flutuações atuais ocorrem principalmente conforme cresce a procura pelo dólar: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica. Nesta terça-feira, a moeda norte-americana chegou a tocar R$ 4,19. No mês de agosto, a alta foi de mais de 8%. No ano, a valorização já está ao redor de 25%. Economistas e operadores ouvidos pelo G1 afirmam que a disparada do dólar reflete não só as dúvidas sobre a agenda de reformas no próximo governo, mas também um movimento de especulação, diante da dificuldade de se estimar um patamar para a moeda no médio prazo. Esse tipo de flutuação é comum em períodos eleitorais. Em 2014, ano das últimas eleições presidenciais, a cotação do dólar rondava o patamar de R$ 2,30 até o início de setembro, quando a corrida eleitoral passou a influenciar mais fortemente o mercado. No dia seguinte à decisão do segundo turno, com a reeleição de Dilma Rousseff, o dólar chegou a disparar mais de 4% logo após a abertura dos negócios. Em 12 de dezembro daquele ano, chegou a R$ 2,7341. Fonte: G1