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ECONÔMIA
S&P reduz nota de crédito do Brasil
12/01/2018 - 08h01min
S&P reduz nota de crédito soberano do Brasil para BB- por demora na Previdência e incerteza política


SÃO PAULO (Reuters) - A agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou nesta quinta-feira a nota de crédito da dívida soberana do Brasil para BB-, ante BB, em função da demora na aprovação de medidas para reequilibrar as contas públicas e de incertezas devido às eleições deste ano

"Apesar vários avanços em políticas pela administração Temer, o Brasil fez um progresso mais lento que o esperado na implementação de legislação significativa para corrigir no tempo adequado uma deficiência fiscal estrutural e crescimento dos níveis de dívida", diz a S&P em seu comunicado.

Ao mesmo tempo, a perspectiva para o rating brasileiro foi elevada para estável, ante negativa.

No fim do ano passado, os mercados financeiros se posicionaram para o rebaixamento da nota brasileira e nos últimos dias os investidores respiravam mais aliviados, o que levou juros futuros e dólar a cair no início deste ano.

Ainda em 2017, depois da definição da data de votação da reforma da Previdência, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez reuniões com as agência de classificação de risco sobre medidas de ajuste fiscal de curto prazo. [nE6N1O400N]

Os deputados devem votar o texto da reforma em primeiro turno no dia 19 de fevereiro.

Para economista, reação do mercado a rebaixamento deve ser 'pequena' (no ESTADÃO)
O rebaixamento da nota de crédito soberano do País pela agência de classificação de risco S&P Global, que passou de BB para BB-, anunciado há pouco, deve gerar uma correção no câmbio e no preço dos ativos em bolsa nesta sexta-feira, avalia o economista da 4E Consultoria, Juan Jensen. Ainda assim, ele aponta que a reação deve ser "pequena".

"O rebaixamento não era esperado neste momento, com o Congresso ainda em recesso. Ainda assim, a maior parte do mercado já não trabalhava com a hipótese de aprovação da reforma da Previdência e o preço dos ativos já refletia esta perspectiva. Vai haver uma correção pequena, com algum impacto em câmbio e bolsa", explicou o economista ao Estadão/Broadcast.

Para Jensen, o fluxo de capital estrangeiro ao País pode ser mais impactado pela decisão da S&P Global, que apontou a demora do Congresso em aprovar reformas estruturais para melhorar a situação das contas públicas. Desta maneira, ressalta o economista, o dólar deve apresentar valorização na manhã de sexta-feira em relação ao real.

++ S&P rebaixa nota do Brasil de BB para BB-

Apesar do rebaixamento, diz Jensen, o quadro fiscal e econômico do País não foi alterado, o que evitaria um possível "efeito manada", com outras agências rebaixando a nota de crédito brasileira. "A situação fiscal é ruim e tende a continuar, não tem novidade neste cenário. A Previdência já era difícil de passar e já sabíamos que seria complicado em 2018", afirma.

O fator que teria maior potencial para afetar a precificação de ativos e câmbio neste ano, avalia o economista da 4E, são as eleições presidenciais.

Urgência nas reformas. Já Guilherme Macêdo, sócio da Vokin Investimentos, acredita que a surpresa com o rebaixamento do Brasil deve fazer com que o juro de curto prazo dispare amanhã e a Bolsa corrija parte da alta acumulada em 2018.

Segundo ele, embora um rebaixamento fosse esperado, havia dúvidas se a classificadora anunciaria um downgrade em ano eleitoral, o que contraria a tradição da agência. Como nada foi anunciado no fim de 2017, um rebaixamento em 2018 passou a ser visto como incerto.

Apesar disso, o sócio da Vokin Investimentos disse que deve prevalecer no mercado a avaliação de que o rebaixamento vai aumentar o senso de urgência para aprovação da reforma da Previdência no Congresso. "Isso vai mostrar que o custo Brasil é maior e talvez isso chegue à cabeça dos legisladores, que vão perceber que é preciso fazer algo", afirmou Macedo.

Além disso, ele considerou que a notícia arranha a credibilidade do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que chegou a dizer mais de uma vez que considerava improvável que alguma agência rebaixasse o Brasil antes da votação da reforma da Previdência. "E ele perde força como candidato à Presidência", acrescentou.

Dólar. diretor de pesquisas para a América Latina da Goldman Sachs, Alberto Ramos, o rebaixamento da nota soberana do Brasil pela S&P Global ratings "era mais ou menos esperado, com dificuldades para o avanço do ajuste fiscal". O rebaixamento é sinal importante para classe política sobre a importância da reforma da Previdência, que demorou para prosseguir", disse. "É um fato que certamente não ajuda."

Para Ramos, a decisão da S&P de reduzir a nota do Brasil de BB para BB- e mudar a perspectiva de negativa para estável "deve trazer algum impacto em ativos, como dólar", mas deve ser de pouco tempo. "O efeito de rebaixamento pode ser relativo sobre ativos, pois já estava de certa forma precificado", apontou. "

Segundo o diretor de pesquisas para a América Latina da Goldman Sachs, o rebaixamento do Brasil pode impactar a gestão da política monetária pelo Banco Central, especialmente se ocorrer uma prolongada desvalorização do real ante o dólar. "Mas o efeito que acontecer, deve ser de curto prazo."

Tags: Política Economia
Fonte: Reuters/Estadão
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